sábado, 3 de maio de 2014
PORQUE NÃO VEMOS CASOS DE POSSESSÃO DEMONIACA NO A.T, COMO NO N.T ?
PORQUE NÃO VEMOS CASOS DE POSSESSÃO DEMONIACA NO A.T, COMO NO N.T ?
Possessão ou possessão demoníaca é, de acordo com muitos sistemas de crença, o controle de um indivíduo por um Ser maligno sobrenatural. Descrições de possessões demoníacas muitas vezes incluem memórias ou personalidades apagadas, convulsões e desmaios como se a pessoa estivesse morrendo. Outras descrições incluem o acesso ao conhecimento oculto (gnosis) e línguas estrangeiras (glossolalia), mudanças drásticas na entonação vocal e estrutura facial, o súbito aparecimento de lesões (arranhões, marcas de mordida) ou lesões e força sobre-humana. Ao contrário da canalização mediúnica ou outras formas de possessão, o indivíduo não tem controle sobre a suposta entidade que o possui e por isso permanece nesse estado até que a entidade seja forçada a deixar a vítima
A algum tempo a Trás me fiz está pergunta, Porque não vemos as manifestações demoniacas no A.T como vemos no N.T ?. Curioso, foi orar a Deus para que ele me revelasse, e não somente isso, mas busquei em minhas fontes teológicas, e Cheguei a Uma Conclusão: Não Somente no A.T como em toda a bíblia, a Ação dos Demonios está Limitada a Permissão e ação de Deus, lembrando que a onde Deus está o Mal tem que sair, pois em Deus não ha Trevas (1João 1,5-6 ) não existe comunhão entre a Luz e as trevas ( 2Co 6.14c ) Deus ja as separou no início da criação ( Gn 1.4 ) Ou seja, Quando a presença de Deus é manifesta no Meio do Povo, Não só revela a ação Maligna, Tornando-a Pública, Como tambem impede que outras manifestação Malignas aconteça.
PORQUE POUCOS CASOS DE POSSESSÃO DEMONIACA NO A.T ?
No A.T a presença de Deus sempre esteve sobre o povo, sobre uma condição de obediência, O que Fazia com que a ação Maligna Fosse Limitada no quesito possessão humana, Visto que em toda a bíblia a ação Maligna só pode manifestar-se se houver pontos de legalidade ( Brechas ) Aberta sobre a vida da pessoa, Caso não haja pontos de legalidade ( Brechas ) a ação Demoniaca de um modo geral só pode ser executada mediante uma Permissão de Deus, Isso mesmo, O Demonio tem que pedir permissão a Deus para agir na Vida da pessoal, como foi o caso do Patriarca Jó ( Jó 2. 1 ao 7 ), com a presença de Deus sempre abundante entre o seu povo através dos Simbolos ( Arca da aliança ) e Homens escolhidos, Profetas, Sacerdotes, Reis e Juizes, No A.T percebemos uma ação demoniaca limitada, de poucos casos, e quando não, a ação possessiva era dada de forma indireta atraves da veneração as imagens de esculturas representadas em deuses pagão da época, onde Realmente os demonios se escondiam e habitavam.
( Referências de possessões no A.T )
Levítico 17:7
Daqui em diante e para sempre, os israelitas nunca mais oferecerão sacrifícios aos demônios do deserto; pois, se fizerem isso, estarão sendo infiéis a Deus.
Deuteronômio 32:17
Ofereceram sacrifícios aos demônios, a deuses falsos que não haviam adorado antes, novos deuses que os seus antepassados não conheciam.
2 Reis 23:8
O rei Josias levou para Jerusalém os sacerdotes que estavam nas cidades de Judá e, por todo o país, desde Geba até Berseba, ele profanou os altares onde esses sacerdotes haviam oferecido sacrifícios. O rei também derrubou os altares dedicados aos demônios do deserto. Esses altares ficavam perto do portão construído por Josué, o governador da cidade. O portão ficava à esquerda de quem entrava na cidade.
2 Crônicas 11:15
Jeroboão escolheu os seus próprios sacerdotes para oferecerem sacrifícios em altares pagãos e adorarem demônios e as imagens de touros que ele tinha mandado fazer.
Isaías 34:14
Os gatos do mato e outros animais selvagens morarão ali; demônios chamarão uns aos outros, e ali a bruxa do deserto encontrará um lugar para descansar.
PORQUE MUITOS CASOS DE POSSESSÃO DEMONIACA NO N.T ?
Depois do Periodo profético após Malaquias, entramos no periodo chamado INTER BÍBLICO, que conhecemos como o periodo do "silêncio de Deus" quando Durante aproximadamente 400 anos Deus Não se manifesta ao povo nem por URIM E TUMIM, Sacerdotes, Reis, Juizes ou Profetas, neste periodo a Presença de Deus simplesmente sumiu da terra, Visto que nem mesmo a Arca da Aliança ( Simbolo Representativo da Presença de Deus ) estava no meio do povo, ( desapareceu depois do ataque dos babilônios a Jerusalém 605 a.c). A partir dai, houve liberdade espíritual para os demônios agirem e possuir os Homens que abrissem Legalidade ( Brecha ) para eles, com a ausência da presença de Deus na terra, fica fácil imaginar como os homens viviam, portanto podemos dizer que a porta da legalidade foi aberta e os demônios agora passaram a possuir não só imagnes, mais fazer dos homens sua morada, domina-los e possui-los, consegue imaginar isso Durante 400 anos ?
400 anos depois, Deus Levanta o profeta João batista primo do Senhor, com uma pregação de arrependimento a fim de anunciar a chegada do Messias ( Jesus Cristo ). Em suas pregações ele afirmava " É Chegado o reino de Deus " (Mt 3.1 a 4) O Reino Chegado era a propria presença de Deus manifesto em seu Filho unigênito depois de 400 anos de ausência, Uma vez que a presença de Deus voltou a terra, era natural toda a treva que havia tomado conta da terra se Manifestasse, tudo o que O Diabo Construiu e os demonios havia feito durante os 400 anos fora revelado, pois agora a presença estava de volta, Jesus Cristo é Chegado, Chegado para desfazer as obras do diabo (1°João 3.8 ), agora Inicia-se uma Grande porção de manifestações demoniacas sobre a terra, pois onde Jesus passava, as trevas era revelada e manifesta, e as vidas libertas, por isso vemos uma maior quantidade de possessão demoniaca registrada no N.T
DETALHES IMPORTANTES:
*Os próprios Demônios Sabiam que com com a Volta da presença de Deus a terra, eles Perderiam o poder total que tinham sobre os homens ( Mt. 8.29 )
*Jesus foi Claro em Dizer que ainda que eles sejam expulsos, se li forem aberto legalidades, eles retornam com 7 demonios piores do que eles ( Mt 12.43,44 e 45 )
*Jesus Cristo nos deu Poder e autoridade em seu nome, para expulsarmos o demonios e Vencer o seu Poder ( Lc 10.19 ) - ( Mc 16.17 )
( Algumas Referencias de manifestações demoniacas no N.T abaixo )
O gadareno, possuído por legiões de demônios, Mc 5: 1-20; o jovem que era jogado na água e no fogo, Mc 9: 14-22; Maria Madalena, liberta de sete demônios, Lc 8: 2; espíritos de enfermidade, Lc. 13: 11-13;
DEUS ABENÇOE VOCÊ, E LEMBRE-SE: MAIOR É O QUE ESTÁ CONOSCO DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO ( 1°Jo 4.4 )
domingo, 13 de janeiro de 2013
Óleo e Unguento Bíblico Preparação e Utilização
" PREPARAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO UNGUENTO "
Os termos hebraicos relacionados com ungüentos podem aplicar-se não só a preparados do tipo pomada, que se liquefazem quando esfregados na pele, mas também a compostos oleosos que permanecem em forma líquida em temperaturas normais. — Êx 30:25; Sal 133:2.
No passado, como na atualidade, usavam-se ungüentos principalmente como cosméticos e preparados medicinais, e sua vantagem devia-se sobretudo ao óleo que continham. A propriedade que as gorduras e os óleos têm de absorver e de reter odores tornava possível que o fabricante de ungüentos produzisse preparados perfumados que eram altamente apreciados por sua fragrância. (Cân 1:3) A eficácia do óleo em limpar e a característica de amaciar a pele, além da fragrância dos aditivos, tornavam tais ungüentos muito úteis na prevenção de escoriações e de irritações da pele, e como “desodorante” para o corpo em países quentes, onde a água com freqüência era muito escassa. Oferecer aos convidados tal preparado, quando eles chegavam à casa duma pessoa, era certamente um ato de hospitalidade, conforme se observa do que Jesus disse quando alguém untou-lhe os pés com óleo perfumado. — Lu 7:37-46.
Quando ungüentos perfumados de fabricação especial eram usados na preparação dum cadáver para sepultamento, sem dúvida serviam primariamente como desinfetantes e desodorantes. (2Cr 16:14; Lu 23:56) Tendo presente tal uso, Jesus explicou que a unção que ele recebera na casa de Simão, o leproso, que consistira em caríssimo óleo perfumado, cuja fragrância enchera a casa toda, era, em sentido figurado, “em preparação para o meu enterro”. (Mt 26:6-12; Jo 12:3) Perfumes preciosos, tais como o nardo usado nessa ocasião, eram geralmente guardados em lindos estojos ou frascos vedados de alabastro. — Mr 14:3; veja ALABASTRO.
Óleo de Santa Unção e Incenso. O primeiro ungüento mencionado na Bíblia foi o óleo de santa unção usado para santificar os utensílios dedicados do tabernáculo e o sacerdócio. (Êx 30:25-30) Proibia-se, sob pena de morte, o uso desse ungüento especial para fins pessoais. Esta lei evidencia a sacralidade relacionada com o tabernáculo e aos que nele oficiavam. — Êx 30:31-33.
Jeová deu a Moisés a fórmula do óleo de santa unção. Somente “os mais seletos perfumes” deviam ser usados: mirra, canela fragrante, cálamo fragrante, cássia e o mais puro azeite de oliveira, e cada um em quantidades especificadas. (Êx 30:22-24) Da mesma forma, Deus deu a fórmula do incenso sagrado. Não se tratava apenas duma substância que arderia sem chama e fumegaria; era um incenso perfumado especial. (Êx 30:7; 40:27; Le 16:12; 2Cr 2:4; 13:10, 11) Para fabricá-lo, usavam-se quantidades específicas de gotas de estoraque, onicha, gálbano perfumado e olíbano puro, sendo que Deus o descreveu adicionalmente como “uma mistura aromática, trabalho de fabricante de ungüento, salgado, puro, algo sagrado”. Parte do incenso era reduzido a pó fino e provavelmente peneirado para se obter um produto uniforme, adequado para uso especial. Era crime capital usá-lo para fins pessoais. — Êx 30:34-38.
Usava-se fragrante óleo de bálsamo tanto na fabricação do óleo de unção como na do santo incenso. (Êx 25:6; 35:8, 28) Parece razoável presumir que as substâncias aromáticas usadas na fabricação do ungüento sagrado eram reduzidas a pó e daí cozidas no óleo (compare com Jó 41:31), após o que se deixava o ungüento descansar antes de o óleo ser retirado e filtrado.
A fabricação do óleo de unção e do incenso perfumado não foi algo aprendido pela prática e experiência, pois já no começo DEUS disse: “Deveras ponho sabedoria no coração de todo o sábio de coração, para que deveras façam . . . o óleo de unção e o incenso perfumado para o santuário.” (Êx 31:6-11; 35:10-15; 37:29; 39:33, 38) Dali em diante, confiou-se a alguns dos sacerdotes a fabricação de ungüento para a mistura desses materiais e também a supervisão do suprimento de tais itens. (1Cr 9:30; Núm 4:16) No entanto, quando Israel se desviou da adoração pura, Deus deixou de sentir prazer na fabricação ou no uso desses ungüentos e incensos especiais. — Is 1:13.
Importância Econômica dos Ungüentos e dos Perfumes. Os ungüentos, os perfumes e o incenso não se limitavam aos produtos sagrados usados no santuário. Já nos dias de Salomão havia “toda sorte de perfume” e de pós fragrantes disponíveis para perfumar casas, roupas, camas e o corpo dos membros da realeza e de outros que pudessem dar-se ao luxo de adquiri-los. (Est 2:12; Sal 45:8; Pr 7:17; Cân 3:6, 7; 4:10) Nem a fabricação destes preparados se restringia ao sacerdócio levítico. Até mesmo mulheres eram, às vezes, fabricantes peritas de ungüentos, e nos dias de Neemias havia uma agremiação comercial a que pertenciam membros dos misturadores de ungüentos. — 1Sa 8:13; Ne 3:8.
No mundo antigo, o interesse público em produtos perfumados gerava comércio e intercâmbio, não só de tais itens de consumo, mas também das matérias-primas necessárias para sua fabricação. Além da mirra, especialmente para os ungüentos, e do olíbano para o incenso, outros materiais, incluindo o nardo, o açafrão, o cálamo, a canela, o aloés, a cássia, bem como várias especiarias, gomas e plantas aromáticas, com freqüência eram transportadas longas distâncias, antes de chegarem aos potes e às perfumarias dos fabricantes de ungüentos. — Cân 4:14; Re 18:11, 13.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Filhos Obedientes
Relacionamento Saudáveis no Lar:
Estudando sobre a Cultura dos indios yanomamis do norte do Brasil. Observei naquela cultura primitiva características do domínio de Satanás no relacionamento pai-filho. As crianças yanomami não respeitam seus pais. Em geral, são respondões; seus pais precisam falar 3, 4 ou 5 vezes com ameaças e até gritos antes dos filhos obedecerem. Filhos batem em seus pais. Andam soltos, fazendo o que querem, onde querem, como querem. Depois de observar aquela cultura primitiva, pensei comigo mesmo, “A civilização chegou às aldeias indígenas!”Isso, porque já assisti o mesmo drama no Carrefour em São Paulo!

Paulo identificou “desobediência aos pais” como uma das características dos últimos tempos (2 Tm 3:2). Parece que Satanás, sabendo que seu tempo é limitado, está fazendo de tudo para minar o alicerce de lares cristãos, especialmente no relacionamento pai-filho.
Infelizmente, desobediência de filhos aos pais também caracteriza muitas famílias da igreja. Precisamos de um reavivamento verdadeiro. Conforme Efesios 5:18-6:4 isso começa no lar, com pessoas cheias (controladas) pelo Espírito de Deus, que usa a Palavra de Deus para nos transformar à imagem de Deus.
“Obediência com honra” resume a responsabilidade dos filhos para com os pais no lar cristão saudável (Col 3:20, Ef 6:1-3). Mas como que os filhos vão aprender a obedecer e honrar? Deus deu a tarefa “professorial” aos pais! Se a “estultícia está ligada ao coração do filho”(Pv 22:15) os pais precisam ensinar obediência aos filhos.
Os pais podem se matar comprando presentes para o Dia da Criança, gastando tempo com os filhos, se sacrificando para matriculá-los nas melhoras escolas, mas se não ensinarem obediência bíblica muito será em vão. Obediência é o brilhante na coroa de um caráter verdadeiramente cristão.
Na nossa experiência, não são os filhos que demoram tanto em aprender a seguir o padrão bíblico de obediência, mas os pais. As crianças aprendem muito rápido a alcançar o alvo que os pais consistentemente ensinam e exemplificam. Ao mesmo tempo, não basta dizer que Deus requer obediencia de filhos aos pais. Nosso padrão de obediência tem que ser o mesmo que Deus estabelece! Para esse fim, gostaria de sugerir pelo menos 3 facetas no brilhante de obediencia que Deus espera dos filhos e que os pais devem ensinar.
1. Obediencia Imediata (Nm 14:6-9, 39-45)
Deus mandou o povo de Israel entrar na Terra Prometida, mas ele se tornou rebelde e desobediente. O resultado foi uma disciplina severa, envolvendo a morte de toda aquela geração e 40 anos vagueando no deserto. (É interessante notar que, acim como muitas criancas hoje fazem, na hora que Deus declarou a disciplina, o povo “se arrependeu”(?), e insistiu em entrar na Terra assim mesmo. Mas foi um segundo ato de rebeldia e rejeição da disciplina do Senhor (Pv 3:11), e já era tarde demais.)
Deus, como um bom Pai, não aceita “obediência” de qualquer jeito. Ele é um Grande Rei, e quando fala, espera uma resposta imediata. Quando os pais abaixam o padrão de obediência até que fique ao alcance de qualquer um, encorajam a auto-suficiência da criança e minam sua necessidade da obra cruz e de Jesus em sua vida. O padrão bíblico para pais (e para paz no lar!) é obediência imediata e da primeira vez, com instruções dadas em tom normal de voz, sem repetição e sem ameaça.
Ofereçemos algumas sugestões práticas para ensinar o padrão de obediência imediata (algumas dessas idéias são extraídas do currículo para pais, Educação de Filhos à Maneira de Deus por Gary e Anne-Marie Ezzo):
Quando você dá uma ordem, fale em tom normal de voz, com clareza, olhando nos olhos.
Ensine seus filhos a reconhecerem seu pedido. Sugerimos a resposta, “Sim, papai” ou algo semelhante, para garantir entendimento. (Não defendemos o autoritarismo; o que queremos é eliminar a possibilidade de má compreensão e desculpas mais tarde como “não entendi”, “não ouvi”, etc.)
Quando possível, os pais devem dar uma razão moral por trás da ordem, para ensinar o princípio moral e não somente legalismo.
Quando não houver obediência imediata, deve haver uma disciplina apropriada, sem ira.
Para pais que nunca estabeleceram esse padrão bíblico, deve haver confissão diante dos filhos e uma explicação das novas regras da casa.
2. Obediência Inteira (1 Sm 15:9-11,22)
A segunda “faceta” do brilhante de obediência bíblica que Deus requer é obediência inteira. Aprendemos esse princípio da história do povo de Israel, quando o profeta Samuel (representando Deus) mandou o rei Saul exterminar um povo idólatra, imoral, violento chamado os Amalequitas. Isso para não correr o risco deles contaminarem o povo de Deus com seu pecado. Mas Saul tinha uma boa idéia: poupar o rei Agague, e o melhor dos Amalequitas. A Bíblia Anotada chama esse episódio“Obediência Parcial”, mas o fato é que aos olhos de Deus, não existe “obediência parcial”. Obediência parcial = rebeldia total.
Os pais que permitem que seus filhos negociem as condições de obediência, que aceitam uma obediência parcial em nome de “paz” no lar (por medo de contrariar o filho) são parceiros no pecado do filho. Ao cortarmos essa faceta do diamante do caráter do nosso filho, não podemos errar sem haver uma falha no brilhante. Esse foi o caso de Saul (vs 22).
Um outro exemplo dessa “obediência parcial” que a Bíblia chama de rebeldia aconteceu quando Moisés foi mandado FALAR com a rocha para tirar água para o povo sedento no deserto (Nm 20:11-13). Ele tirou água, mas BATEU na rocha. Parecia algo tão simples, um deslize raro para o grande líder. Mas constitui uma profanação do caráter, da majestade e da santidade de Deus. As palavras dEle não podem ser tratadas como profanas, banais, insignificantes. São a nossa vida. Ele é um Grande Rei!
Os pais ensinam o padrão de desobediência de várias formas. Negociação em meio a conflito leva os pais a aceitarem uma porcentagem de desobediência em vez de obediência completa, muitas vezes para evitar mais conflito em casa. Abaixam o padrão e aceitam obediência parcial diante de um jogo de poder.
Com crianças pequenas ainda parece inocente e insignificante deixar a Júnior “escapar” sem comer toda a beterraba que foi colocada no seu prato, mas o que acontecerá quando Júnior tem 17 anos e não volta para casa até 3 horas depois do pedido? O importante não é O QUE os pais pedem, mas o fato de que quando pedem, mantenham esse padrão.
Rebeldia passiva é outro inimigo de obediência inteira. A criança desobedece de forma sutil, quase que inocente, muitas vezes substuindo sua própria forma de “obediência” no lugar da obediência exigida pelos pais. Por exemplo, os pais mandam o filho limpar seu quarto, mas ele faz sua tarefa de casa. Pedem para tirar o lixo, mas sai para cuidar do cachorro. Pedem para cuidar do cachorro, mas arruma seu quarto. E justamente quando acham que decifraram o “código secreto”, ele muda as regras. O problema é que o filho continua com o poder nas mãos, quando Deus designou os PAIS como autoridades no lar.
Outra forma de rebeldia passiva é quando o filho faz seus deveres pela metade ou mal-feitos. Estes padrões podem parecer autoritários. Por isso é importante reconhecer que a autoridade dos pais é uma autoridade emprestada do próprio Cristo. Ele, que tem toda a primazia, que é Grande Rei, estabeleceu os pais como autoridades amorosas na vida dos filhos. Não podem aceitar desrespeito, desobediência, desonra, EM NOME E POR AMOR DE CRISTO!
Tudo isso, é claro, pressupõe um contexto de amor, de expressões freqüêntes de carinho por parte dos pais. Estes andam junto com seus filhos e exemplificam o mesmo tipo de obediência imediata e inteira às autoridades que Deus constitui em suas vidas. Gastam tempo com os filhos. Abrem portas para conversas francas e abertas. Saem com os filhos individualmente. Praticam esportes, pescam, assistem filmes, abraçam e encorajam os filhos.
Obediência parcial é rebeldia total, e é inaceitável para o filho de Deus. Pais que não ensinam essa forma de desobediência estão treinando seus filhos a pecar, e eles mesmos estão em pecado.
3. Obediência Interna
A última faceta de obediência bíblica é a mais importante de todas. Quando falamos de obediência interna, falamos de obediência de coração. Os pais precisam, acima de tudo, atingir o coração dos filhos (veja Pastoreando o Coração do Filho por Tedd Tripp). Se não, mesmo que consigam transmitir o padrão de obediência imediata e inteira, provavelmente criarão filhos fariseus e legalistas, com corações distantes dos pais— e de Deus! Os pais não podem se contentar com obediência superficial, só quando os outros estejam olhando.
É isso que Provérbios nos ensina em dois textos fundamentais para pais E filhos:
"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida." Pv 4:23
"Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos. " Pv 23:26
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A IGREJA DE CORINTO

Os Problemas de Corinto
1) Divisões
Paulo estava no seu último ano de ministério na cidade de Éfeso, quando recebe
informações de que a igreja de Corinto não estava indo muito bem. As
informações eram muitas e poucas delas eram boas. Paulo soube que havia
divisões na igreja, que estava dividida em 4 grupos. Grupos que se formaram em
torno de personalidades, de pessoas que tinham tido uma participação no passado
recente da igreja, com o próprio Paulo e Apolo (cap. 3:4). Havia até um grupo
que talvez fosse o mais perigoso deles que era o “grupo de Cristo” (‘…e eu, de
Cristo” Cap 1:12). Eles diziam que não eram seguidores de homem algum e sim de
Cristo. Era como se dissessem: não queremos estar debaixo da orientação ou da
instrução e autoridade de qualquer homem porque recebemos tudo diretamente de
Cristo. Alguns estudiosos têm identificado este grupo como o “grupinho dos
espirituais” que falavam em línguas e se gloriavam por terem experiências
extraordinárias; que não aceitavam a autoridade de Paulo na igreja e outras
coisas mais.
2) Problemas doutrinários
A igreja tinha todas estas divisões e além disso tinha problemas de ordem
doutrinária. Um grupo não aceitava a ressurreição dos mortos (cap. 15). Havia
um espírito faccioso naquela igreja; existiam problemas com respeito à doutrina
da liberdade cristã ( 10:28). “Será que posso comer carne sacrificada aos
ídolos”? Os “fortes” diziam que sim e subestimavam os “fracos”. Havia problemas
com respeito às questões do casamento (cap. 7): O que é mais espiritual? Casar
ou ficar solteiro?
A igreja estava dividida por uma série de problemas que se
refletiam no culto. Os “espirituais” falavam línguas sem interpretação para a
igreja e desta forma não edificavam (14:5); os profetas falavam, mas não havia
ordem de quem deveria falar primeiro (14:29, 32); as mulheres entusiasmadas
estavam querendo tirar qualquer sinal de que há uma diferença entre homem e
mulher dentro da ordem da criação de Deus (11:8-9); na hora da Santa Ceia havia
pessoas que até se embriagavam (11:21) e participavam do sacramento sem ter o
espírito apropriado. Corinto era uma igreja com graves complicações. Mas, mesmo
considerando isso, era uma igreja que se gloriava de ser “espiritual”. Afinal,
muitos, na concepção deles, não tinham os dons que indicavam a presença do
Espírito Santo? Muitos não estavam falando em línguas durante o culto (Cap.
14)? Outros não estavam profetizando e trazendo palavra de revelação? A igreja
pensava que era espiritual e considerava-se assim apesar de estar toda minada
de problemas.
3) Problemas Morais
Entre os problemas mencionados havia também problemas morais. Havia um irmão
que estava processando outro num tribunal secular (6.4). Talvez a igreja não
tenha se interessado o suficiente. A verdade é que não chegaram a um acordo e
talvez por questão de terra ou talvez de dinheiro e negócios, este irmão estava
em litígio com outro. Por isso estava processando-o no tribunal da cidade. Com
esta atitude estava expondo o Evangelho à vergonha diante dos ímpios (v. 6).
Havia um grupo que estava voltando à prática da prostituição
religiosa (6:18-19), o que era comum na cidade de Corinto. Isso era praticado
nos templos onde se cultuava a deusa Afrodite.
Refletindo esta separação entre espiritualidade e a conduta
moral surge um problema relatado no capítulo 5 e que estava bem de acordo com a
natureza e espírito da igreja. Havia um homem, membro da igreja, que estava
vivendo com sua madrasta. Seu pai provavelmente ainda estava vivo, mesmo assim
estava tendo “um caso” a mulher de seu pai. O mais grave é que isto era do
conhecimento não só da igreja mas também da própria sociedade de Corinto. Era
algo notório e se comentava; circulava rumores verdadeiros com respeito a este
incidente. Nos traz constrangimento o fato de que a igreja de Corinto, como um
todo, parecia não ver nada de grave nisso: “Afinal Deus não está em nosso meio?
Vejam o que acontece nos nossos cultos”! E este homem continuava a viver com
sua madrasta às vistas de toda a igreja! Mas o que mais incomodava o apóstolo
Paulo era a falta de uma atitude firme por parte da igreja com relação àquela
pessoa. Ou seja, a igreja deveria constatar que conduta moral e espiritualidade
são duas coisas que andam juntas. Temos de ter as duas coisas; e quando temos
uma e não a outra, ou a espiritualidade é falsa ou a moralidade é falsa. Mas a
genuína espiritualidade exige uma conduta de acordo com as verdades do
evangelho.
O interessante é que Paulo não se dirige à liderança da igreja.
Paulo, ao escrever, não se refere aos líderes mas fala à igreja como um todo.
Porque, mesmo que no sistema presbiteriano, estes casos tenham a ver
inicialmente com o Conselho, o fato é que na base do problema, além de um caso
notório, pecado é um problema de toda igreja. É uma questão que afeta todos os
membros e que não é somente responsabilidade do Conselho olhar para a vida dos
outros membros e tomar algum tipo de decisão, mas que é responsabilidade de
cada membro do corpo de Cristo zelar para que haja pureza, santidade, que haja
no convívio da comunidade, verdadeira santidade ao Senhor. É uma
responsabilidade de nós todos e não somente do pastor e dos presbíteros. É
importante, portanto, que Paulo trata da questão dirigindo-se a toda comunidade.
Talvez alguns estranhem este fato. Nas denominações batistas e congregacionais
as questões disciplinares são resolvidas pela assembléia. Apesar de acharmos
benefícios no sistema de governo representativo, através de pastores e
presbíteros, a interpretação desta passagem só pode ser neste sentido: Paulo
não está se referindo aos pastores e presbíteros porque ele sabe que a
responsabilidade de vivermos uma vida santa na igreja, é de cada um dos seus
membros. Devemos não só zelar por nós mesmos mas também pelo nosso irmão
refletindo as palavras de Jesus: “Se o teu irmão pecar, vai repreendê-lo entre
ti e ele só, se ele não te ouvir, leva mais alguém, se não te ouvir, comunica a
liderança da igreja para que tomem as providências”. Mas, antes de chegar a este
ponto existe todo um processo intra comunitário desenvolvido pelos membros,
cada um participando e sendo responsável para que a vida da igreja ande
corretamente. Se não for assim corremos o risco de sermos participantes dos
pecados alheios e incorrermos na culpa de cumplicidade.
Assim, o apóstolo Paulo, no capítulo 5, chama a igreja à ordem e
nos fala de forma apaixonada, fala com amor pela igreja; nos fala da
responsabilidade que todos temos de cuidar de nós mesmos, de vivermos vidas
santas e, de como comunidade, zelarmos para que o nome de Cristo seja honrado e
glorificado através da vida santa da comunidade dos santos. Infelizmente nem
sempre atentamos para esta maneira de Paulo abordar o problema em vista do
nosso individualismo. Mais freqüentemente do que desejaríamos ouvimos falar de
piedade em termos individuais, ou seja, piedosa é a pessoa que se fecha no seu
quarto para ler e orar gastando tempo a sós com Deus. E santidade seria algo
que se desenvolveria individualmente. Quando falamos em santificação geralmente
temos a figura de uma pessoa em mente e nos esquecemos que Novo Testamento
geralmente estas coisas são contempladas à luz da comunidade. Piedade é algo
que eu exerço junto com o povo de Deus; culto não é algo que eu presto
individualmente a Deus, somente, mas algo que faço com meus irmãos. Santidade é
algo comunitário. Nós crentes caminhamos a vida de santidade juntos. Perdemos
de vista este aspecto corporativo da Igreja apresentado no NT. É tão
importante, salutar, equilibrado e abençoador para cada um de nós a idéia de
andarmos juntos, vivermos juntos e nos santificarmos com a ajuda uns dos
outros. É neste contexto que o apóstolo trás estas palavras.
O Texto
No versículo 1 e 2 encontramos o apóstolo Paulo apresentando o
assunto que vai falar. Ele coloca o problema com palavra muito claras. O
problema é duplo:
O Primeiro Aspecto do Problema
Primeiro, Paulo inicia dizendo que “Geralmente se ouve que há entre vós
imoralidade…” (v. 1) e depois especifica que imoralidade é esta. O pecado é de
incesto que está proibido pela Lei mosaica em Deuteronômio 2:30 e outras
passagens do VT onde Deus revela Sua repulsa ao adultério e muito menos que um
homem faça isso com a mulher do seu pai. Era um caso claro de transgressão da
Lei de Deus. É importante notarmos que para o apóstolo Paulo, a Lei de Deus
sempre estava em vigor para o cristão. Paulo caracteriza bem esta imoralidade,
e, muito embora não faça uma referência clara ao Antigo Testamento, há
evidências na passagem, de toda legislação do VT sobre a conduta moral e sexual
do povo de Deus. É bom enfatizar isso numa época em que as pessoas têm
demonstrado descaso para com a Lei de Deus e para com os padrões morais das
Escrituras. O apóstolo está muito à vontade expressando o ensino do VT para uma
comunidade de cristãos do NT e caracterizando a conduta daquele indivíduo como
sendo imoralidade à luz dos padrões Vetero Testamentários. Isso nos trás a um
ensino importante, o de ter em alto apreço o Antigo Testamento que também é
revelação de Deus para nós cristãos, ainda hoje. Tudo que foi escrito, para
nosso ensino foi escrito, para que através das Escrituras e da paciência
tenhamos conforto e esperança.
Esta era a primeira parte do problema: uma relação incestuosa de
um homem que vivia com sua madrasta e que era do conhecimento de todos, como se
vê nas palavras de Paulo: “Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade…”
(v. 1).
O Segundo Aspecto do Problema
A segunda parte do problema está no v.2: “E, contudo, andais vós
ensoberbecidos, e não chegaste a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio
quem tamanho ultraje praticou?”. O que angustiava o apóstolo Paulo não era só o
pecado em si, mas que a igreja, ao invés de “lamentar” o fato de ter um de seus
membros vivendo uma relação pecaminosa e tomar a providência correta, que na
ocasião seria tirar do meio da comunidade aquele indivíduo que não havia se
arrependido (a julgar pelo que Paulo diz), ou que não queria corrigir-se. A
atitude da igreja deveria ser excluir este membro contumaz. Paulo está
angustiado pelo fato da igreja não tomar esta atitude para zelar pela vida e
pela pureza da igreja, pelo nome de Cristo e pelo próprio pecador. Ao
contrário, a igreja estava ensoberbecida, envaidecida possivelmente por causa
dos dons espirituais. Os membros estavam orgulhosos de constituirem uma igreja
“carismática”, ou quem sabe, uma igreja que amava a todos do modo que eram e de
como agiam. Uma coisa é certa: Paulo entendia que a atitude da igreja não
estava correta. Ao invés de lamentar e chorar pelo fato de um membro está
sofrendo, e quando isso acontece, todos sofrem com ele, Paulo pensa na igreja
em termos corporativos e vê uma comunidade negligente por não lamentar-se em
vista do pecado que estava no seu meio. Ela assume uma postura oposta
“festiva”, com um culto alegre, enquanto ninguém estava se preocupando com o
problema. Paulo estava angustiado por ver um membro vivendo em pecado e por
constatar uma igreja tolerante que convivia com o problema sem nenhuma
dificuldade.
Antes mesmo de dizer os princípios pelos quais a igreja deveria
expulsar o malfeitor que “tamanho ultraje praticou”, Paulo já vem com a solução
para o problema, até contrariando seu método habitual, usado na primeira carta
aos Coríntios. Paulo geralmente coloca o problema, introduz uma série de princípios
doutrinários e no final apresenta a conclusão. Mas Paulo parece tão atribulado
que apresenta o problema e logo dá a solução; só posteriormente fala sobre as
doutrinas que estão por trás da questão. Isso, talvez pela angústia que lhe
passava na alma em vista do grande amor que tinha por aquela igreja. Do
versículo 3 até o 5 Paulo diz o que vai fazer. Ele fala como apóstolo de Jesus:
“…já sentenciei…”. Ele usa das prerrogativas de apóstolo, a quem foi dada
autoridade para edificar a igreja, fazê-la andar e para trabalhar no seu
fundamento. Como tal, ele sentencia. Esta palavra “sentenciar” vem da linguagem
jurídica que significa o pronunciamento final de um processo de julgamento. A
igreja deveria ter feito isso e por que não fez, Paulo toma para si as
prerrogativas de juiz. Ele mesmo faz o julgamento, sentencia o membro infrator
dizendo: “…que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos
vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, entregue a Satanás
para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor
[Jesus]” (vs. 3-5).
Quando o apóstolo Paulo sentencia que aquele infrator seja
entregue a Satanás, ele o faz nos termos do ensino de Jesus. Paulo aqui está
ecoando o ensino de Cristo quando disse num contexto de disciplina: “Porque
onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt
18:20). Jesus já havia dito dois versículos atrás (v. 18) que: “…tudo o que
ligardes na terra, terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra,
terá sido desligado no céu”. Este é um contexto de disciplina, quando Jesus
estava respondendo a Pedro sobre o que deveria ser feito se um irmão pecasse
contra ele. Jesus diz que a igreja reunida em espírito, com a presença do
Senhor e em Seu nome deveria exercer o “poder das chaves”; de admitir alguém no
Reino de Deus ou então excluir através da disciplina. Paulo está ecoando o
ensino de Jesus quando diz: [Eu, juntamente com vocês] “em nome do Senhor
Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor…” (v.
4). Dessa forma Paulo sentencia o membro daquela igreja.
O que significa “entregar a Satanás”? Isto tem sido bastante
debatido e não vai fazer muita diferença na interpretação geral da passagem. Em
linhas gerais se acredita que Paulo estava dizendo o seguinte: Uma vez que a
pessoa não queira ouvir a voz da igreja, não aceita a repreensão do Espírito
Santo, e, sendo excluído da comunidade, será como uma ovelha que foi colocada
para fora do aprisco. Lá fora estão os lobos à espera. Satanás vai cirandar,
vai colocar sua mão em cima. O objetivo de Paulo com isso não é destruir a
pessoa como muitos pensam em relação ao ato disciplinar. Em termos
eclesiásticos alguns pensam de disciplina como algo que trás simplesmente
punição ou destruição do pecador. Mas não é este o objetivo da disciplina.
Apesar de todo rigor e firmeza de Paulo em tratar o assunto, ele diz: “…a fim
de que o espírito seja salvo” (v. 5). Este é o objetivo que Paulo revela na sua
carta; o amor por aquele pecador e seu desejo de recuperá-lo, mesmo que para
isso medidas drásticas tenham de ser tomadas. Paulo não fica vacilante. Se tem
de ser entregue a Satanás, que seja, para que o espírito seja salvo. Se for o
único meio, que assim seja excluído da igreja, ficando fora da proteção do
Senhor e ficando exposto aos ataques do diabo. Ataques que são descritos no
livro de Jó, quando este servo de Deus experimentou na carne a atividade
satânica como doenças, aflições, perdas dos bens, etc. Em fim, toda sorte de
aflições que com o decreto de Deus Satanás às vezes pode infligir às pessoas
para que o propósito de Deus seja feito. No caso, para este membro da igreja, o
propósito era trazê-lo de volta ao seio da igreja através das aflições,
angústias, dificuldades, e tribulações que Deus permitiria (decreto permissivo)
que Satanás trouxesse a este membro em pecado. Ele deveria ser levado ao
arrependimento, cair em si e voltar ao convívio da igreja.
Não sabemos se a “estratégia” funcionou. Na Segunda carta que
Paulo escreve à Igreja de Corinto há uma menção de alguém que se arrependeu,
que mudou sua atitude. Paulo não diz quem foi esta pessoa. Mas Paulo recomenda
que a igreja o receba, que o aceite, que não prolongue demasiadamente a
disciplina para que ele não desfaleça. Alguns entendem que seja exatamente este
homem citado por Paulo no v. 5.1. Se for o caso, a disciplina teria funcionado
e o pecador voltado arrependido, recuperado, restaurado, e a igreja o teria
recebido com alegria. Paulo passa para uma postura final e só depois explica o
porque desta atitude. Pode parecer aos ouvidos pós-modernos uma atitude muito
radical. Mas Paulo explica o porque de sua atitude.
As Razões de Paulo Para a Disciplina Rígida
1) Porque o pecado é como o fermento (v. 6). Se não cuidarmos
ele se alastra e contamina toda a massa: “Não sabeis que um pouco de fermento
leveda a massa toda?”. Paulo usa uma linguagem muito comum no VT. No VT uma das
coisas usadas para tipificar o pecado é o fermento. Tanto é que na celebração
da páscoa era proibido se comer pão com fermento (o pão era “asmo” – sem
fermento). O fermento era símbolo do pecado. Uma das propriedades do fermento
pelas quais ele tornou-se símbolo do pecado, é sua capacidade de aumentar e
dominar o ambiente onde se encontra. Se colocado um pouco de fermento no pão
que está sendo preparado logo levedará toda a massa. O apóstolo diz que o
pecado é exatamente assim. Paulo pergunta se os crentes de Corinto não sabem
disso: Que o pecado é como o fermento, que leveda toda a massa? A idéia é que,
se deixado sem correção, no seio da igreja, sem que as devidas soluções sejam
tomadas, o pecado se propaga. O que pensar dos jovens da igreja de Corinto? O
que eles estavam aprendendo quando viam aquele homem vivendo com a madrasta e
ninguém dava importância? O que eles estavam aprendendo? Aprendiam, que aquela
atitude não faz diferença na vida cristã e que não importa nosso comportamento
sexual. Podemos continuar em pecado e como um cristão normal. Era essa a
mensagem que estava sendo passada para os membros da igreja; que o pecado
realmente não importava porque a igreja parecia aceitar normalmente. Qual a
mensagem que está sendo passada para os jovens e novos convertidos? Que o
pecado não afeta meu estado, o meu relacionamento e minha comunhão com Deus e
nem a vida da igreja. Ou seja, o que é pregado no púlpito é totalmente desfeito
por este tipo de atitude. Nós podemos pregar santidade, e se temos de viver
vidas santas mas não acrescentarmos à Palavra pregada as medidas corretas para
que todos nós trilhemos este viver santo, a mensagem deixa de ter seu efeito.
Quando Calvino começou sua obra em Genebra ele tinha a idéia de
que se houvesse apenas pregação fiel da Palavra de Deus e administração correta
dos sacramentos, a igreja seria edificada, os crentes ouviriam e os problemas
se resolveriam. Algum tempo depois, Calvino reconheceu que era necessário e
bíblico acrescentar um terceiro elemento: a disciplina eclesiástica.
Há necessidade do exercício da disciplina eclesiástica feita em
amor para recuperação do pecador e para que se coloque em prática o que a
Palavra de Deus nos recomenda e exige. O mais importante é que Paulo não está
aqui falando para a liderança. Ele está falando para toda a igreja. Não caiamos
no erro de interpretar mal o apóstolo Paulo pois o que ele fala é para todos
nós; é responsabilidade de toda a igreja zelar pela vida da comunidade seguindo
os princípios bíblicos. Porque o pecado é como o fermento. Se deixarmos ele
contamina a massa toda. Que mensagem estamos passando para o mundo? Qual a mensagem
que a “Tiazinha”, que se diz evangélica, passa para o mundo? Sua mensagem é que
não importa seu comportamento sexual, sua profissão corrupta. Assim, se conclui
que cabe tudo na igreja.
Estamos vivendo um momento de crise de referência na igreja
brasileira. Ou seja, precisamos de pessoas que sejam referenciais. A pouco
tempo a revista “Isto É” publicou um suplemento sobre os maiores religiosos do
século e citava Dom Evaristo Arnes, Alziro Zarur, Chico Xavier, Madre Tereza,
Leonardo Boff, Frei Beto, Marcelo Rossi, mas nenhum evangélico. Pode ser apenas
preconceito contra os evangélicos, mas pensemos qual evangélico poderia estar
nesta lista? Soubemos depois que o candidato dos evangélicos seria o Bispo
Macedo. Se há um momento em que a igreja precisa fazer diferença no Brasil, é
hoje. E temos de começar nos lembrando de que o pecado é como o fermento. Ele
destrói a reputação da igreja, a sua credibilidade, seu ensino, e por isso
temos de tratá-lo com firmeza. Devemos começar conosco mesmo, sendo implacáveis
com nós mesmos e brandos com os outros, mas firmes no geral. Tudo isso para
evitar que o pecado se alastre. Este é o caminho. Não estou me referindo a
fazermos cruzadas de moralidade; não creio nisso. Mas devemos pregar o ensino
simples do evangelho e como lemos nos salmos “que os que temem ao Senhor odeiem
o pecado”, se afastem do pecado pois este é o ensino de toda a Bíblia. O
primeiro ensino é este: O pecado é como o fermento e se nós não cuidarmos ele
tomará conta de tudo corrompendo as consciências.
2) O segundo argumento de Paulo está baseado na Páscoa (também
vem do Velho Testamento). Aqui no v. 7 Paulo se refere a Cristo como sendo
nossa Páscoa e que ele já foi imolado por nós. Paulo compara a vida da igreja a
uma grande Páscoa, a uma eterna festa. O nosso Cordeiro Pascal já foi imolado e
nós já nos alimentamos dele e se vivemos em uma eterna Páscoa, não deve haver
fermento. Tem de ser lançado fora os fermentos, a massa velha. Por isso Paulo
diz: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa…” (v.7). A
Igreja é a comunidade Pascal liderada, salva e resgatada por aquele que é a
nossa Páscoa. Na festa da Páscoa não podia se ter pão com fermento. Essa é a
figura que Paulo usa. Se há pão fermentado já não é mais Páscoa. No v. 8 Paulo
diz da vida cristã que “celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com o
fermento da maldade e da malícia; e, sim, com os asmos da sinceridade e da
verdade”. É só quando a sinceridade e a verdade prevalecem que nós
verdadeiramente celebramos. Somos uma comunidade que celebra, que vive na
alegria, no gozo da santidade do nosso Cordeiro.
É claro que Paulo não está pregando o perfeccionismo. Mas alguns
podem ter esta idéia; Paulo não está pedindo que a igreja seja perfeita, mas
sim que a igreja de Corinto tome as atitudes certas quando o pecado aparecer. O
pecado vai aparecer, é verdade, e pode ser em minha vida e na sua, mas que a
comunidade ajude o pecador com interesse de auxiliá-lo. Não devemos ficar
falando mal e criticando mas que tomemos as providências bíblicas para ajudar
aquele que caiu vítima do pecado. Celebremos a festa com os “asmos” da
sinceridade e da verdade.
3) Vemos um outro princípio nos versos 9-12. Há um momento para
uma separação santa. Infelizmente há momentos em que somente uma separação
resolve. A separação da comunidade colocada aqui por Paulo é daquele membro
impenitente que não deseja arrepender-se. Parece que Paulo coloca este ponto em
destaque (ele gasta vários versículos nisso) provavelmente porque ele sente que
foi mal compreendido. Paulo já havia escrito uma primeira carta aos coríntios.
Essa primeira carta que conhecemos é, na verdade, uma segunda carta, porque
Paulo já havia escrito uma carta antes que foi perdida. Paulo faz menção desta
primeira carta perdida no v. 9. Nesta primeiríssima carta ele já havia falado
da necessidade de separação, de não haver associação entre o cristão e a
impureza. “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros”.
Aparentemente os coríntios haviam entendido que Paulo estava
falando que os cristãos não deveriam ter qualquer contato com incrédulos. Por
isso os coríntios concluíram que não haveria problema de ter associação com
aquele irmão, mesmo que em gravíssimo pecado, visto que era “irmão”. Eles
haviam pensado da primeira carta de Paulo que não deveriam se associar apenas
com quem não fosse cristão. Paulo, então, corrige este equívoco e diz: “Já em
carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me com isto
não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou
idólatras; pois, neste caso teríeis de sair do mundo”. Paulo, aqui, está
dizendo que não estava dizendo que não se associassem, ou mantivessem contato
com este tipo de gente, com os pecadores deste mundo, porque, se assim fosse,
teriam de sair do mundo. Paulo nunca sugeriu um gueto ou mosteiro, nem ao menos
estava sugerindo que não convivessem com os não cristãos. O que Paulo diz é:
“Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão,
for impuro, ou avarento, ou idólatra ou maldizente, ou beberrão, ou roubador;
com este tal nem ainda comais” (v.10). O que Paulo está dizendo é que não
devemos nos associar com aquele que “dizendo-se irmão”, se fazendo passar por
cristão, no meio da comunidade se comportem como não cristãos. A estes nem
devemos convidar para uma refeição em nossas casas. Em outras palavras, há um
momento em que é necessária uma separação clara e firme.
Muitos podem estar pensando nas palavras de Jesus quando disse:
“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1). É claro que Paulo e
Jesus não estão em contradição. Quando Jesus disse estas palavras ele o fez no
contexto do julgamento indevido. Ou seja, alguém julgar o comportamento de uma
pessoa e não julgar-se a si mesmo. Lembremo-nos que nesta mesma passagem Jesus
diz: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na
trave que está no teu próprio” (Mt 7.3). O que Jesus proibiu foi o julgamento
desproporcional, sendo pesado para com os outros e não para consigo mesmo. Isto
não é correto! Mas quando Jesus fala estas palavras condenando o julgamento
precipitado, no versículo 6 Ele diz: “Não deis aos cães o que é santo, nem
lanceis ante os porcos as vossas pérolas…” (Mt 7:6). Para eu cumprir este
mandamento eu tenho de saber quem é “cão” e quem é “porco”. Ou seja, tenho de
exercer julgamento. É claro que Jesus não está proibindo que nós, pelas
evidências, pelo comportamento, por aquilo que está evidente e claro, cheguemos
a uma conclusão de que uma pessoa não está se comportando como um cristão deve
se comportar. Assim sendo podemos tomar as devidas providências.
Paulo termina este terceiro princípio dizendo: “Pois com que
direito haveria eu de julgar os de fora?” (5:12a). Paulo está dizendo que não
vai julgar os de fora que não são cristãos e que vivem em outro contexto. E
então pergunta: “Não julgais vós os de dentro?” (v.12b). Paulo aqui deixa muito
claro que julgar os “de dentro” é competência da igreja. Não vamos julgar os de
fora, pois Deus os julgará. É isso que Paulo diz no versículo 13: “Os de fora,
porém, Deus os julgará” (v.13a). Mas os de dentro sim; a comunidade julga os de
dentro e toma as providências para recuperar o faltoso, o extraviado, para
trazer de volta o que se desviou. E, se necessário for, para isso, a santa
separação, que haja separação.
Paulo conclui no v.13 dizendo: “Expulsai, pois, de entre vós o
malfeitor”.
Conclusão
Estamos vivendo uma época em que se Paulo viesse expor esta
mensagem, desta forma, não seria bem recebido.
Hoje se diz que a verdade é relativa e que cada pessoa tem sua
própria verdade. Estamos vivendo a relativização dos valores morais. Se diz que
a vida de cada um é governada por aquilo que a pessoa sente que é melhor. Se a
pessoa está se sentindo bem em determinado lugar, se algo está fazendo-lhe bem,
então, não importa outras questões, outros critérios. O critério que é usado é
sentir-se bem e passa a ser o principal para governar a conduta das pessoas. O
que valida uma situação ou uma conduta é eu estar ou não me sentindo bem no que
estou fazendo.
Esses conceitos têm predominado em nossa sociedade e em muitas
igrejas. A relativização na mídia, nas músicas, nos escritos modernos, nas
universidades, nos debates da ética e da moralidade. Os formadores de opinião
pública nacional estão totalmente envolvidos na pós modernidade que resume tudo
que foi dito. Tudo isso acaba minando a vida da igreja, a literatura, os
seminários, os congressos. Às vezes, de forma sutil, nos tornamos avessos
aquilo que venha nos contrariar, que venha nos obrigar a dizer: “Isso está
errado!”.
Mas temos de fazer a escolha. É um momento sério de decisão da
Igreja, se vamos viver à luz da Palavra de Deus e de seus valores absolutos ou
se vamos nos deixar levar pelos “ventos” da época.
A Palavra de Deus nos chama a viver vidas santas e retas. Nos
chama a aborrecer o pecado e se necessário, tomar as devidas providências para
que ele não tenha livre curso em nosso meio, nas nossas vidas, nas nossas
famílias. Tomar a providência necessária em amor, em espírito de brandura, olhando
por nós mesmos para que não sejamos também levados pelo pecado mas ajudando-nos
mutuamente, levando as cargas uns dos outros para que a comunidade toda viva
vida de santidade e de alegria. O problema não é o pecado somente, mas o pecado
não resolvido. Para o pecado há perdão, resgate, redenção e libertação. O
problema não é só o pecado mas o pecado não confessado, não reconhecido e não
tratado. É contra isso que Paulo fala. Que Deus nos ajude.
Lembremo-nos que esta mensagem é para a igreja e não para os
líderes. Sempre fico admirado com Paulo pelo fato de que quando fala de
disciplina eclesiástica ele não se dirige aos pastores e aos presbíteros apenas
mas fala para à comunidade toda. É nossa responsabilidade de orarmos e vivermos
vidas santas ajudando-nos uns aos outros a nos livrar do inimigo das nossas
almas. Esse é o pior inimigo: o pecado não tratado.
Que Deus nos dê graça e misericórdia para vivermos segundo o
padrão da Palavra de Deus.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O CRISTÃO E O CARNAVAL !
Alguns crentes em Jesus não vêem nenhum problema no Carnaval. Para eles, se não tiver azaração, pegação, bebidas e drogas, não existe nenhum mal desfrutar da festa de Momo, mesmo porque o que importa é a diversão. Segundo estes, o desfile na televisão é tão bonito! E outra coisa: Que mal tem se alegrar ao som dos sambas enredos do Rio de Janeiro?
Pois é, o que talvez estes crentes IGNOREM é a história, o significado e a mensagem do carnaval.
Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se regalar com comidas e orgias antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: “O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma.
Carnaval, provavelmente vem da palavra latina “carnelevarium” (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday).” (The Grolier Multimedia Encyclopedia).
“Provavelmente originário dos “Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã”, o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia.
A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
“O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deusdo vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC.” (The Grolier Multimedia Encyclopedia)
Pois é, no Brasil o carnaval possui a conotação da transgressão. Disfarçado de alegria, a festa de Momo promove promiscuidade sexual, prostituição infantil, violência urbana, consumo de drogas, além de contribuir para a descontrução de valores primordiais ao bem estar da família.
Isto posto tenho plena convicção de que não vale a pena enredar-se as oferendas do Carnaval. Como crentes em Jesus, devemos nos afastar de toda aparência do mal. Participar da festa de Momo significa se deixar levar por valores anti-cristãos e imorais permitindo assim que o adversário de nossas almas semeie em nossos corações conceitos absolutamente antagônicos aos ensinos deixados por Jesus.
Pois é, o que talvez estes crentes IGNOREM é a história, o significado e a mensagem do carnaval.
Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se regalar com comidas e orgias antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: “O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma.
Carnaval, provavelmente vem da palavra latina “carnelevarium” (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday).” (The Grolier Multimedia Encyclopedia).
“Provavelmente originário dos “Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã”, o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia.
A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
“O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deusdo vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC.” (The Grolier Multimedia Encyclopedia)
Pois é, no Brasil o carnaval possui a conotação da transgressão. Disfarçado de alegria, a festa de Momo promove promiscuidade sexual, prostituição infantil, violência urbana, consumo de drogas, além de contribuir para a descontrução de valores primordiais ao bem estar da família.
Isto posto tenho plena convicção de que não vale a pena enredar-se as oferendas do Carnaval. Como crentes em Jesus, devemos nos afastar de toda aparência do mal. Participar da festa de Momo significa se deixar levar por valores anti-cristãos e imorais permitindo assim que o adversário de nossas almas semeie em nossos corações conceitos absolutamente antagônicos aos ensinos deixados por Jesus.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Oque é o Natal ? ( Valores destorcidos )
O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL
Estamos no período do Natal e quase todo mundo o comemora das mais variadas formas. A grande maioria utiliza-se desta data para um profundo consumismo, em que a troca de presentes é o mais comum, e um período de reencontros familiares. Infelizmente, tem se desvirtuado muito o que podemos chamar de “O verdadeiro sentido do Natal”, a saber, o nascimento de Jesus Cristo.
Poderíamos gastar muito do nosso tempo falando dos erros cometidos por muitas pessoas que permitem esse acontecimento, especialmente, por ser esta uma data que envolve, fortemente, as famílias, onde todos trocam presentes entre si. Colocamos dentro das nossas casas uma quantidade de coisas que, na verdade, nada tem a ver com o propósito do nascimento de Cristo; Sua humildade, Sua renúncia, Seu valor de vida em colocar a vondade do Seu pai em primeiro lugar em Seu coração. A vida de Jesus foi marcada por valores que a cada dia estão mais distantes do coração do homem.
É extraordinário como a figura do chamado “Papai Noel”, vestido de vermelho, disposto a entregar presentes as pressas com suas renas, ocupou, nas mentes das pessoas, o lugar do Menino deitado numa manjedoura, sem muitos benifícios, em um lugar desprovido de qualquer conforto necessário para o Seu nascimento.
Na verdade, José e Maria encontrariam também nos dias de hoje dificuldades para o nascimento de Jesus, só que não seria, propriamente, as maternidades, mas eu digo que seria difícil Jesus encontrar lugar nos corações, que estão cheios de outra comemoração que se resume em festa, comidas especias, Shoppings, presentes, viagens, confraternizações. Aliás, com tanta concorrência, Jesus ainda teria que arranjar ou dividir o Seu lugar com a celebridade Noel, ou Sr.Nicolau ou Santa Claus.
Bem, Jesus superaria tudo isso, porque já faz muito tempo que Ele não ocupa o primeiro lugar nos corações de muitas pessoas que estão embriagadas com os valores errôneos deste sistema doentio e pecaminoso. Com certeza, Ele esperaria a atenção das pessoas, e nada faria com que Seu amor pela humanidade silenciasse.
Eu, como pregador, muitas vezes sou convidado para certas comemorações que não têm o sentido de glorificar ao Senhor, mas as pessoas acreditam que elas precisam de uma oração, um momento espiritual que possa aliviar suas mentes na esperança que fizeram algo de santo para um Deus desconhecido. Isso me faz ver que é próprio do coração do homem tentar abrandar a ira dos deuses com os mais diversos rituais, isso por não terem, como já disse, um conhecimento do verdadeiro Deus de amor.
O Apóstolo Paulo faz menção desta realidade dizendo: “Encontrei um altar a um deus desconhecido” (Atos 17:22-31). Os Atenienses tinham altares para todo tipo de deuses. Eles eram considerados religiosos, queriam agradar a todos os tipos de deuses que, em suas crenças, eram existentes. Eu creio que não é diferente hoje, em um tempo que, se você que ser bem visto e recebido, precisa estar fazendo todo tipo de conjetura para, de forma ecumênica, não desagradar a ninguém, o que torna vergonhoso o tipo de cristianismo que tem sido expresso por muitos nesta época, que não honram sequer o próprio sentido da palavra “Cristianismo”.
Estamos na hora de pôr em prática o verdadeiro Cristianismo , o qual tem poder de transformar o homem e trazê-lo de volta aos verdadeiros valores da Palavra de Deus. Eu vejo muitas pessoas sofrendo no presente por terem feito concessões com as obras das trevas no passado, o que na época era justificado com declarações “Isso não tem nada haver”.
O Natal é com certeza uma maravilhosa data para ser comemorada, sem certas preocupações polêmicas, como discussões religiosas a respeito da data exata e outras coisas que, sem dúvida, têm o seu valor como pesquisa e exatidões científicas, mas que não são necessárias dentro do contexto da comemoração em si. Porém, esta data tem que ser relembrada com propósitos verdadeiros e não fantasiosos e de único interesse de lucro próprio.
Jesus nasceu e Ele deve ser o centro total da nossa atenção. Não foi o tal “Papai Noel” que nasceu para trazer luz e salvação ao mundo. Sem negar a existência do Sr.Noel, mas, hoje, ele fantasiosamente parece estar em todos os lugares, que na verdade nada mais é do que um grande roubo de identidade, pois muitas pessoas se fazem passar por ele, escondendo-se com vestimentas de cor vemelha e disfarçados com uma grande barba branca, e uma toca esquisita, ensinando as crianças que ele é doador de paz e de presentes, os quais na verdade são comprados pelos adultos. Tudo isso é visto como algo muito sem peso, aliás a mentira hoje está cada vez mais praticada, especialmente, quando se trata de benefício próprio. Aqui, não quero deixar apenas uma crítica, mas uma chamada de atenção aos princípios da Palavra que são dignas desta atenção.
O Natal é o nascimento de Jesus, chamado de Emanuel que siginifica “Deus Conosco”. Um acontecimento do qual o Profeta Isaías fez menção dizendo: “ Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7:14).
Qual a data do seu nascimento ? 25 de Dezembro ? quem disse isso ?
Na verdade o dia do nascimento do Senhor Jesus, é o dia em que o aceitamos como Senhor e Salvador, Apartir dai ele Nasceu em nossas vidas mudando Radicalmente nossa vida, caráter e obras, e esse é o nosso Natal.
De que adianta comemorar o natal como muitos, com festas, troca de presentes, sendo que ele ainda não nasceu em sua vida ? Mais aqueles que o aceitaram como Salvador tem motivos para comemorar o dia tão glorioso que Cristo nasceu em sua Vida.
FELIZ NATAL A TODOS !!
domingo, 4 de setembro de 2011
Virgindade e Sexo !!
Introdução:
Pode até parecer estranho falar de virgindade nos dias de hoje em um mundo no qual os valores morais estão tão banalizados. Conceitos como honrar pai e mãe, viver uma vida honesta, não procurar os seus próprios interesses, fidelidade conjugal, fornicação e virgindade estão fora de moda; mais isto já era de se esperar, haja vista o mundo estar “debaixo” do maligno e de toda a sua influência. No entanto, para a igreja os conceitos do mundo não interessam (não somos deste mundo e não devemos nos conformar com ele) somos sal e luz nesta terra.
Hoje estaremos estudando um assunto importante para a família cristã, trata-se da virgindade e da fornicação. O assunto é relativo aos pais e aos filhos e deve ser aprendido, pois o índice de impureza sexual na igreja cresce assustadoramente e diariamente a mídia e as escolas ensinam (contrariando a Bíblia) que o sexo antes do casamento é normal.
Os resultados disto são vidas arruinadas, marcas profundas na alma e no corpo, gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis.
Parte I-O pecado contra o corpo
A fornicação é o sexo antes do casamento. Este pecado é condenado por Deus e faz marcas profundas na vida de quem o pratica. Em troca de alguns minutos de prazer, são feitas feridas profundas na alma e no corpo, que podem deixar conseqüências irreparáveis. Embora não exista pecado que Deus não possa perdoar, com exceção da blasfêmia contra o Espírito Santo, a fornicação pode deixar estragos irreparáveis ainda nesta vida.
O apóstolo Paulo fala da gravidade do pecado sexual em sua Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo seis, versículos 12 a 20. O pior de todo este problema é que o corpo é o templo do Espírito Santo.
Não existe instinto sexual no ser humano como no animal, somos seres racionais! Nos versículos de 12 a 14, Deus deixa claro esta verdade, e no versículo 13, vemos o motivo para o qual o nosso corpo serve. Este corpo será ressuscitado na volta do Senhor e para aquele que estiver vivo, este mesmo corpo será transformado. Existem crentes que andam dizendo que Deus só quer o coração, isto é uma mentira! I Ts 5.23,24
Quando um jovem cristão comete fornicação, ele está contaminando o templo do Espírito Santo, além de tirar a santidade de algo que pertence ao Senhor! I Co 6. 19,20.
Na epístola aos Gálatas vemos os pecados na área sexual fazendo parte da lista das obras da carne e o Senhor afirma que os que cometem tais coisas, não herdaram o reino dos céus! (Gl 5.19,21).
Parte II-A virgindade como símbolo de santidade
A virgindade é símbolo de santidade.
Jesus nasceu de uma virgem (Is 7.14). A virgindade na Bíblia é tão importante que é usada por Deus como figura da Santidade da igreja (II Co11.2).
O ensino Bíblico é de que a virgindade deve ser mantida pelos jovens. Existe uma tendência de se pensar que virgindade é um assunto somente para mulheres, o que é um engano, os homens também devem procurar manter a santidade do seu corpo; o pecado é o mesmo para ambos, embora seja verdade que as conseqüências físicas da fornicação sejam na maior parte das vezes piores para as mulheres.
Conservar a virgindade é muito mais do que não ter relação sexual antes de casar, é muito mais do que ter o hímem intacto; ser virgem é conservar a pureza e santidade!
Parte III-A Diferença entre a fornicação para o ímpio e para o crente
Quando um ímpio cai em pecado na área sexual, como em qualquer outra área da sua vida, ele o faz sem ter Deus em seu coração, desconhecendo a vontade do Senhor, embora a maior parte saiba que é errado (At 17.30). Quando uma moça que não é mais virgem aceita a Cristo como seu Senhor, para Deus ela se torna como uma virgem e os seus pecados são perdoados (Is 1.18; IICo5.17; Hb 8.12; 10.17).
Não podemos comparar este caso com o de uma pessoa que já entregou a vida Jesus; neste caso, o pecado de fornicação é bem mais sério; vejamos:
1º) O seu corpo é o templo do Espírito Santo ( I Co 6.19,20)
2º) Conhece a vontade de Deus
3º) Quebra a santidade da igreja (ICo 3.16,17)
4º) Traz conseqüências sérias para terceiros
Quando uma pessoa cai neste tipo de pecado, é necessário passar pela disciplina, pois:
A)A disciplina restaura o ferido
B)A disciplina mantém a pureza da igreja
C)A disciplina evita a propagação do erro (ICo 5.6)
D)A disciplina mantém a liberdade no púlpito da igreja
Daí vem mais um motivo da gravidade deste pecado: Fatalmente a mentira um dia virá à luz e com ela a vergonha.
Deus perdoará (I Jo 2.1), a igreja perdoará, mais certamente existirão feridas que poderiam ser evitadas. Outros problemas poderão ocorrer, como por exemplo:
1-Quando as pessoas envolvidas não casam alguém pode se machucar e a comunhão ser abalada;
2-Problemas familiares;
3-Problemas com parentes ímpios;
4-Quando as pessoas se casam, mais a igreja já sabe, o tratamento deverá ser de um modo que não leve os outros a fazerem o mesmo, etc...
Devemos levar em conta ainda o fato de que nenhum caso é igual, e, portanto, nenhuma postura de correção será igual.
Parte IV-Fugindo da fornicação e mantendo a santidade
Fatores que levam a fornicação entre jovens:
a)Falta de temor a Deus
b)Falta de temor da igreja com a banalização da disciplina
c)Falta de vigilância
d)Carícias (certas intimidades- Pv 6.27)
e)Contato com material pornográfico
f)Ensino mundano
g)Propaganda na mídia
Conclusão:
Melhor é para o jovem manter a pureza na sua mocidade, a virgindade é importante para o servo de Deus e deve ser cultivada na família e na igreja. A fornicação, ao contrário, causa diversos problemas para quem a pratica, contaminando o próprio corpo e a igreja do Senhor, sendo portanto um pecado gravíssimo, devendo ser tratado.
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